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HÉLVIO ROMER/ESTADÃO
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Nova geração política não está em partidos, mas nas carreiras jurídicas, avalia professor da FGV

José Eduardo Faria usa exemplo da força-tarefa da Lava-Jato: 'Jovens com alto grau de mobilização política'

Daniel Weterman e Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 12h09

SÃO PAULO - O professor de Direito José Eduardo Faria, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirmou que a atividade política da nova geração de jovens está saindo dos partidos políticos tradicionais e migrando para as carreiras jurídicas, citando o exemplo da força-tarefa da Operação Lava Jato. "Não identificamos a nova geração que está fazendo política nos partidos, mas nas carreiras jurídicas do Estado. Jovens com alto grau de mobilização política, não é preciso ir muito longe, basta ver, por exemplo, a força tarefa de Curitiba", observou.

Ele destacou que observa atualmente uma "desestatização da política", na medida em que a "velha política" em torno do Estado vai diminuindo e dando espaço para decisões em organizações mutilaterais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e movimentos sociais. "O que há é uma crise no sistema partidário, mudança no quadro jurídico e isso abre brecha para um novo sistema em movimentos sociais, coletivos e ONGs com representação internacional."

Faria participa da discussão sobre o sistema partidário e eleitoral brasileiro durante o Debate Estadão: A Reforma Política que Queremos, organizado pelo Estado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), na capital paulista. 

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