Nova CPI será instalada, mas não deve ir adiante, diz Garibaldi

Na 3ª, foi lido no Senado texto que criou a CPI exclusiva para investigar cartões, paralela a do Congresso

Elisabeth Lopes, da AE

11 de abril de 2008 | 14h15

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), duvida que a CPI exclusiva dos Cartões Corporativos no Senado cumpra seu papel. "Instalar, instala, mas não sei se vai muito adiante", avaliou, nesta sexta-feira, 11, em São Paulo, onde participa de um almoço com empresários. Ao falar sobre a CPI exclusiva no Senado ao mesmo tempo em que a CPI mista já está em funcionamento, Garibaldi destacou: "uma CPI não dá certo, e duas então, pior ainda".   Veja Também:     PSDB apresenta recurso para convocar Dilma ao Senado Governo usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPI CPI rejeita pedido para governo divulgar dados sigilosos PSDB quer apurar vazamento de dossiê no governo Gastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008 CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartão CPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHC Documento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' Entenda a crise dos cartões corporativos    Garibaldi acredita que o ideal seria ter uma certa fusão com um retorno a apenas uma CPI. "Duas não dão certo."   Segundo ele, pode-se até pensar que duas CPIs irão resultar em uma investigação mais consistente. "Mas é só aparência, porque vai haver um certo tumulto e uma vai esvaziar a outra", criticou.   Em relação à CPI mista, que já está investigando os gastos com cartões corporativos, o presidente do Senado disse que sempre admitiu que é uma comissão fadada a não ter êxito em função da grande radicalização entre governistas e opositores na Casa. Por isso, Garibaldi avalia que duas CPIs podem trazer um desgaste ainda maior para o Senado.   Apesar das críticas, o senador disse que espera um consenso dos parlamentares sobre este tema. "Estou pensando em uma saída porque o Congresso e principalmente o Senado não merecem isso. "É uma situação vexatória do ponto de vista da fiscalização", disse.

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