Nova CPI dos Cartões também terá maioria governista

De um total de 11 vagas, apenas três são destinadas a partidos de oposição - PSDB e DEM; CPI foi criada nesta 3ª

da Redação,

08 de abril de 2008 | 17h58

A nova CPI dos Cartões, criada nesta terça-feira, 8, terá maioria governista a exemplo do que já acontece na comissão mista - Câmara e Senado - sob a presidência da senadora tucana Marisa Serrano. De um total de 11 vagas, apenas três são destinadas aos partidos de oposição (PSDB e DEM). As outras, segundo o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), são distribuídas da seguinte forma: três do bloco do governo, três do PMDB, uma do PTB e uma do PDT. A distribuição dos membros é proporcional ao tamanho de cada bancada partidária no Senado.  Veja Também: Garibaldi cria CPI dos cartões no SenadoBase fará de tudo para impedir CPI no Senado, diz Fontana PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHCDossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Por decisão de Garibaldi, o 1º secretário da Mesa, senador Efraim Moraes (DEM-PB), leu o requerimento de criação da nova comissão destinada a investigar denúncias de uso irregular de cartões corporativos do governo. O requerimento foi apresentado pela oposição com o objetivo de aprovar, em uma CPI exclusivamente do Senado, os pedidos de convocação de autoridades do governo rejeitados na CPI mista dos Cartões. Antes mesmo da leitura do requerimento, o líder do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO), afirmou que a base pretende exercer sua maioria. "Houve uma quebra do acordo por parte da oposição (que lhe garantia a presidência da CPI mista). O PMDB é o maior partido dessa Casa e o governo tem maioria. Nos sentimos à vontade, portanto, para garantir presidência e relatoria dos trabalhos", disse Raupp. Por ser a maior bancada, o PMDB tem a prerrogativa de ocupar os dois cargos.  O líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio (AM), reagiu e garantiu que a oposição ocupará um dos cargos. "Se houver qualquer tentativa de esmagamento, que se preparem para uma resistência espartana. Não somos 'sparring' de ninguém. O segundo maior partido da Casa é o DEM e vamos em busca do nosso direito." A CPI irá funcionar paralelamente à comissão mista já instalada com membros do Senado e Câmara para apurar o uso dos cartões corporativos. A nova CPI, segundo parlamentares, terá por objetivo ainda apurar o vazamento de um dossiê que teria sido montado na Casa Civil sobre as despesas feitas no governo Fernando Henrique Cardoso.  A leitura não significa, contudo, a instalação da CPI. Só depois de feita a leitura do requerimento, os líderes partidários têm cinco dias para indicar seus representantes na comissão. Se a base aliada não escolher seus nomes, o senador Garibaldi Alves tem a prerrogativa de fazer as indicações. Após a composição, a CPI é instalada, e são escolhidos o presidente e o relator.  Enquanto na Câmara a base do governo tem quase 380 dos 513 deputados (74%), no Senad o o equilíbrio é maior: independentemente das legendas, a divisão costuma ser de 47 senadores governistas (58%) contra pelo menos 34 que acompanham a oposição.  Texto ampliado às 19h12 (Com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo, e Reuters)

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