Entrevista: ‘Notícias sobre reformas foram distorcidas’

Coordenador de campanha de Marta Suplicy, José Yunes, fala sobre impacto de medidas do governo Temer sobre desempenho de peemedebista

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2016 | 07h50

Como explica a queda de Marta Suplicy nas pesquisas?

Uma parte da pesquisa, cerca de 30%, pode migrar. Esse eleitorado é que definirá o segundo turno. Talvez a queda se deva aos ataques de Fernando Haddad. O governo Michel Temer explicou que as notícias sobre as reformas foram distorcidas. Isso causou uma confusão na mente do eleitor. A reforma trabalhista não é nada daquilo que foi vinculado.

Mas esse discurso pegou?

Infelizmente pegou. A campanha se nacionalizou. Isso foi ruim para Marta.

Por que a campanha de Marta mirou em Celso Russomanno?

A disputa ferrenha deles é na mesma faixa, a periferia.

O que pretendem fazer para virar o jogo na reta final?

Esclarecer as dúvidas que foram criadas na mente do eleitor e deixar claro que a eleição é municipal. Temos uma esperança enorme de estar no segundo turno. Nossos adversários são Haddad e Russomanno.

Teme uma onda de voto útil em Haddad?

Se houver essa onda de voto útil será para Marta. O eleitorado rejeita o PT. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.