Nota do PFL cobra do governo punição legal a Stedile

Em declarações publicadas neste domingo no site do Partido da Frente Liberal (PFL), o presidente da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), cobrou do presidente Luiz Inacio Lula da Silva medidas para enquadrar legalmente o líder do MST, João Pedro Stédile, que anunciou a intenção dos sem-terra de "infernizar" o País em abril."Estamos diante de uma afronta inaceitável ao Estado de Direito. Considero indispensável a intervenção do presidente da República, cabe ao governo a responsabilidade pela manutenção da ordem e pelo cumprimento da Lei", declarou Bornhausen.Violência cresceuA nota do PFL destaca que a violência no campo aumentou. "Em 2003, 42 pessoas foram mortas nos conflitos agrários. O número de invasões de terra no primeiro ano do governo Lula cresceu 115% em relação ao último ano da gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Foram 222 invasões", sustenta.Segundo o PFL, invasões e depredações de propriedades rurais de terceiros, ocupações de prédios públicos, bloqueio de vias públicas, a destruição de laboratórios de pesquisas oficiais e o incêndio de plantações são as ações ilegais mais praticadas pelo MST.Agricultura prejudicada"Esse tipo de ação criminosa e totalmente impune do MST desestabiliza a agricultura nacional, prejudica a imagem do Brasil no exterior, afasta investidores e gera temor e inquietação em todos os setores organizados da sociedade", afirmou Bornhausen.Para o senador, é preciso dar um basta à impunidade dos líderes do MST, pois na sua opinião o País inteiro está vendo que se trata de um movimento fora-da-lei. "Essa declaração de que vai fazer do Brasil um inferno é uma clara incitação ao crime e à violência e exige uma providência imediata do Governo", reiterou Bornhausen."Crimes premeditados""Os crimes do MST são premeditados", ressalta a nota, com base nas críticas do senador pefelista. "Cada invasão, ou ato de violência, é precedido de planejamento logístico, fornecimento de meios de transporte, mobilização e recrutamento de participantes. Os líderes, que comandam o movimento com objetivos ideológicos, são conhecidos, não havendo razão para que o governo se omita ou faça de conta que não está vendo as ilegalidades", acrescenta.Bornhausen advertiu que "o líder do MST está anunciando seus crimes pela televisão, evidentemente que o Governo tem de reagir, tem de defender o Estado de Direito, do contrário o Governo também será responsável pelos crimes".

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