Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Reprodução/YouTube
Reprodução/YouTube

Nota das Forças Armadas 'não contribui em nada', diz general Santos Cruz

Militar da reserva, ex-ministro da Secretaria de Governo disse ainda que fala sobre não haver eleição sem voto impresso é 'ameaça absurda'

Bruno Ribeiro e Cícero Cotrim, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2021 | 21h45

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, disse que manifestações como a nota feita pelos comandantes das Forças Armadas “não contribuem em nada” para o ambiente institucional do País e que as afirmações do presidente Jair Bolsonaro sobre a chance de não haver eleições no ano que vem sem voto impresso são uma “ameaça absurda”. Ao participar de uma live organizada pelo grupo Parlatório S/A na noite deste domingo, 11, ele defendeu ainda uma “reação forte” da sociedade e das instituições contra a ameaça feita pelo chefe do Executivo.

“Não pode haver essa manifestação institucional. Quando ela acontece, acarreta mais desgaste ainda. O que estamos vivendo é um contexto, manifestações, que não contribuem em nada. Trazem só instabilidade, trazem só alarmismo”, disse Santos Cruz, ao ser questionado sobre o papel dos militares para garantir a democracia. Ele se referia à carta dos chefes militares e do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, divulgada após o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), citar o termo “banda podre” de militares no Ministério da Saúde. A nota tinha expressões como “vil e leviana” para descrever a fala do senador.

O general considerou que o número de militares no governo está desequilibrado e que o governo estimulou a nomeação de integrantes das Forças Armadas no governo para tentar captar o prestígio das instituições. “Mas isso não é bom porque começou um desgaste político”.

Santos Cruz afirmou que as eleições são fundamentos básicos. “Algumas ameaças são absurdas, como de o presidente da República dizer que talvez não tenha eleição. Eleição é fundamento básico da democracia”, disse. “Esses pontos sofrem algum desgaste, mas tem de haver reação forte das pessoas e das instituições. Temos algumas instituições muito fracas, seja no Judiciário, seja no Congresso Nacional, que, na minha opinião, tem de ser mais forte”, acrescentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.