'Nossa relação com Dilma é positiva', diz Shannon

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, disse hoje que seu país tem uma relação "positiva e de longo prazo" com a presidente eleita, Dilma Rousseff. Ao visitar nesta manhã a sede da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional São Paulo (OAB-SP), Shannon citou várias ocasiões em que Dilma visitou os Estados Unidos como secretária de Energia do Rio Grande do Sul nos anos 90 e como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele negou que os Estados Unidos possuam qualquer tipo de informação sobre a participação de Dilma em ações terroristas durante o regime militar, conforme divulgou o site WikiLeaks.

ANNE WARTH, Agência Estado

10 Dezembro 2010 | 14h53

Na edição de hoje, o jornal Folha de S.Paulo publica que o WikiLeaks teve acesso a telegrama confidencial de 2005 da diplomacia dos Estados Unidos que afirma que Dilma "organizou três assaltos a bancos" e "planejou o legendário assalto popularmente conhecido como ''roubo ao cofre do Adhemar'' durante o regime militar.

"Como eu falei ontem, o governo dos Estados Unidos não têm informação alguma sobre essas informações", disse Shannon. "É importante indicar que a nossa relação com a presidente eleita é positiva e de longo prazo." De acordo com ele, após a eleição de Dilma, ela já foi convidada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para visitar a Casa Branca. "Essa série de experiências com ela mostra claramente nossa confiança nela e as relações excelentes que temos com a presidente eleita."

Shannon também fez comentários sobre a entrevista concedida na semana passada por Dilma ao jornal Washington Post. Para ele, a entrevista foi "excelente" e foi muito bem-recebida por Washington. Nela, a presidente eleita afirmou que se sentia desconfortável, como mulher, com a violação de direitos humanos no Irã e a condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani.

"A entrevista mostra a habilidade de Dilma de separar uma política com o Irã e o problema de direitos humanos que existe no país. Isso é muito importante e mostra uma área em que muitos países e organizações não-governamentais querem aprofundar e construir um espaço em que podemos colaborar de maneira importante", afirmou o embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

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