?Nossa posição é a do Copom?, diz Dirceu sobre juros

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi enfático hoje quando líderes políticos o procuraram em busca de orientação sobre a taxa de juros: "Nossa posição é a do Copom". O ministro tenta, assim, encerrar a polêmica em torno da manutenção da taxa básica de juros em 26,5% que, mais uma vez, pôs o vice-presidente da República, José Alencar, em campo oposto à decisão do Banco Central. Os líderes do governo lembraram que, na reunião ministerial de segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que ninguém mais do que ele gostaria de baixar as taxas de juros e pediu unidade no discurso governamental. Numa referência ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que não estava presente ao encontro, Lula disse: "Ele deve estar louco com esse tiroteio de juros". Embora o presidente tenha insistido na unidade do discurso da equipe, o vice-presidente José Alencar estaria, na avaliação de articuladores políticos, exorbitando da sua função ao abrir um confronto com o BC. "Isso poderá criar conflitos", analisou um político governista, para quem a função institucional do vice-presidente não permite a exposição de divergências na adoção de políticas públicas, sobretudo que ele é o substituto direto na ausência do titular. "Por isso, o vice precisa preservar sua imagem pública e o papel do vice-presidente precisa ser discutido", comentou.

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