Nos EUA, Dilma participa de reunião com executivos do setor financeiro

Ainda nesta segunda, presidente terá ainda dois encontros com Barack Obama, em Washington

Cláudia Trevisan e Altamiro Silva Jr, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 10h25

Texto atualizado às 10h46

NOVA YORK - A convite do empresário Rupert Murdoch, a presidente Dilma Rousseff visitou na manhã desta segunda-feira, 29, a sede do jornal The Wall Street Journal, em Nova York. Principal veículo econômico dos Estados Unidos, o jornal publicou em sua edição de hoje um encarte de quatro páginas pago pelo governo brasileiro sobre o programa de infraestrutura lançado há 20 dias.

 

A presidente visitou a redação do jornal e se reuniu com Murdoch e os principais editores do WSJ, entre os quais a brasileira Cristina Aby-Azar, editora do WSJ Américas. Também participaram do encontro o sub-editor-chefe, Matt Murray, e o de Internacional, Adam Horvath. Murdoch é dono de um conglomerado de imprensa de orientação conservadora. Entre suas empresas estão a Fox News, uma das redes de TV mais alinhadas ao Partido Republicano nos EUA.

Dilma permaneceu cerca de 40 minutos no local, onde concedeu entrevista. Às 8h30, a presidente retornou ao hotel St. Regis, onde está hospedada, para encontro com executivos do setor financeiro americano. Em seguida, ela se reuniria com representantes do segmento produtivo. A ideia era que a presidente falasse no começo e no encerramento das reuniões e ouvisse as opiniões dos convidados sobre o Brasil.

Participaram do primeiro encontro 12 executivos, entre os quais Michael O'Neill e William Rhodes, do Citigroup, Tim Geithner, ex-secretário do Tesouro dos EUA, Martin Marron, do JP Morgan, e Larry Fink, da Blacrock, a maior gestora de recursos financeiros do mundo.  

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estava na mesa de reuniões ao lado da presidente. Além deve, participaram do encontro os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Roberto Janine (Educação) e Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia). O assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia também integrava o grupo.

A etapa da viagem em Nova York tem o objetivo de tentar resgatar a confiança na economia brasileira e atrair investimentos, principalmente para obras do programa de infraestrutura. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, comanda na manhã de hoje um seminários sobre as oportunidades de investimentos no setor. 

O encarte do The Wall Street Journal, principal jornal financeiro dos EUA, tem o título Oportunidades de Investimento na Infraestrutura Brasileira. O texto ressalta o "foco renovado" na participação da iniciativa privada no setor e diz que o país está pronto para receber novos investimentos. No centro do encarte são apresentadas as quatro áreas principais do programa: estradas, ferrovias, portos e aeroportos. 

"No momento em que os negócios globais são confrontados com persistente incerteza econômica e liquidez monetária relativamente alta, o Brasil se destaca como um destino atraente para investidores globais", afirma o texto elaborado pelo governo brasileiro.

Depois do encontro com empresários, a presidente encerrará o seminário sobre investimentos em infraestrutura. Em seguida, voará para Washington, onde terá dois encontros com o presidente Barack Obama. Durante a tarde, ambos visitarão o Memorial a Martin Luther King Jr., o líder do movimento pelos direitos civis nos EUA. À noite, ela será recebida em jantar na Casa Branca. 

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