'Nós ainda não começamos o jogo', diz Lula ao oficializar candidatura de Dilma

Ex-presidente conclamou a militância petista a ir as ruas e ajudar a reeleger a presidente na convenção do PT

Ricardo Della Coletta e Ricardo Brito, Agência Estado

21 Junho 2014 | 13h36

BRASÍLIA - Em um discurso marcado por críticas à oposição e por comparações dos 12 anos do governo do PT com os de seus antecessores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou a militância petista a ir as ruas e ajudar a reeleger a presidente Dilma Rousseff. E garantiu: "Nós ainda não começamos o jogo", em clara advertência aos adversários.

"O que vai ganhar não é o tempo de televisão ou qualidade da propaganda que a gente vai fazer na TV", declarou Lula na convenção nacional do PT. "O que vai ganhar essa eleição é adrenalina que a gente for capaz de mostrar na rua", acrescentou, conclamando os militantes a saber "de cor e decorado tudo o que o partido fez pelo País". 

Em seu pronunciamento, Lula apresentou dados do seu governo e da gestão Dilma na área social, sobretudo na área da educação. "Incomoda eles saber a revolução que foi feita na educação neste País", afirmou. De acordo com ele, os governos petistas elevaram para sete milhões o número de estudantes de curso superior no Brasil, enquanto que antes do PT esse número chegou a 3 milhões. "Por que essa gente não resolveu o atraso na educação brasileira?", disse Lula. "Temos a obrigação de comparar coisas que aconteceram no País em 12 anos. Eu não tenho medo de comparar nada e isso incomoda eles", disse o ex-presidente.

Filhos da gente. Lula também disse que os governos do PT colocam como prioridade a população mais pobre. "As pessoas mais pobres serão tratadas como tratam os filhos da gente".

Em seu pronunciamento, Lula criticou a oposição no tema corrupção e disse que os governos petistas criaram normas e instrumentos para combatê-la. "Desafio todos os governos no país antes de nós, que não criaram metade das normas que fizemos para combater a corrupção", disse. Ele argumentou que as administrações do PT não varreram casos de corrupção para baixo do tapete. "Se fez coisa errada, tem que pagar. Vamos levantar o tapete, aqui não se joga nada para debaixo do tapete". 

Lula também disse que o episódio na abertura da Copa do Mundo, na última quinta-feira (12), quando Dilma foi xingada por parte da arquibancada da Arena Corinthians em São Paulo, fez com que ele dobrasse os esforços para reelegê-la. "A escola dá ensinamento específico, mas educação a gente aprende na casa da gente", disse.

Em crítica à oposição, ele comentou: "Por que essa gente não resolveu o atraso na educação brasileira?". Disse também não ter medo de comparar nada e que isso incomoda 'eles'. Garantiu, entretanto, que "queremos que os empresários continue ganhando dinheiro". 

Oposição. Por último, Lula disse que o que incomoda a oposição é o receio de que o governo Dilma possa "continuar a fazer mais". "O que incomoda essa gente é: e se ela (Dilma) continuar e fizer mais?"

"Eles que se preparem é que a partir de 2018 a gente pode ficar mais quatro anos também", afirmou. "(Dilma), prove e continue provando que a mulher não nasceu para exercer cargo de segunda categoria", concluiu. 

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