Norueguês se diz triste com afundamento da P-36

O técnico norueguês Arild Ijojzoll, que acompanhou as tentativas de resgate da plataforma P-36, disse que as equipes chegaram a considerar a troca do método para salvamento da plataforma, mas não havia mais tempo. O técnico não explicou, no entanto, que novo método poderia ser utilizado.O norueguês contou que, apesar da atitude extremamente profissional dos trabalhadores, todos ficaram muito tristes quando a P-36 afundou. "Não foi uma coisa só de trabalho, as pessoas se sentiram pessoalmente mal quando a P-36 naufragou", contou.De acordo com o norueguês, apesar do grande perigo envolvido no salvamento, em momento algum os trabalhadores deram sinais de pânico ou descontrole. "Era muito terrível, mas era um trabalho profissional, e as pessoas que o estavam executando eram as melhores", disse ele.Ijojzoll admite que o momento em que a plataforma afundou foi um dos mais assustadores da sua carreira. O técnico, casado com uma brasileira, disse que foi uma "terrível visão ver afundar um equipamento tão caro e tão importante para o futuro do Brasil".A mulher de Ijojzoll, Vanilda Ijojzoll, disse que sente medo do trabalho do marido. Ela conta que o norueguês já se feriu mais de uma vez em plataformas e ela só ficou sabendo quando ele chegava em casa. "Mas de onde que nós íamos tirar o dinheiro?", pergunta.O técnico norueguês já trabalha há um ano e meio em plataformas brasileiras. Ele conta que costuma ficar seis semanas embarcado para depois ganhar outras seis semanas de folga em terra.No período de descanso do técnico, o casal divide o tempo entre a Noruega e o Brasil. Ijojzoll foi um dos profissionais responsáveis pelo transporte dos equipamentos utilizados para a injeção de nitrogênio nos comportimentos inundados da P-36. "Minha equipe posicionava os equipamentos para que o grupo de outra empresa os operasse", conta.

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