Nomes da base aliada para CPI sairão até quarta, diz Múcio

Ministro nega que senadores do PMDB que se reuniram com Lula tentam negociar cargos em troca de apoio

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

25 de maio de 2009 | 14h28

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse no início da tarde desta segunda-feira, 25, que até quarta-feira serão apresentados os nomes da base aliada para a relatoria e a presidência da CPI da Petrobras, no Senado. Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República, Múcio evitou dar detalhes do encontro que teve hoje com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, e o vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF). José Múcio negou que os senadores tenham tentado negociar cargos públicos em troca de apoio ao governo na CPI. "Nada, absolutamente nada. Vocês vão ver ao longo do processo que nada disso aconteceu", afirmou.

 

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O ministro disse acreditar que a oposição fará um trabalho "responsável" na CPI e que não haverá surpresas por parte dos oito membros que a base governista terá na comissão. "O fogo amigo não vai chegar nem perto, e até a oposição vai fazer um trabalho responsável", afirmou. José Múcio lembrou que é tradição no Congresso a presidência e a relatoria ficarem com integrantes da base aliada. "O governo entende que a CPI é do processo democrático e o presidente mostrou-se tranquilo nas conversas sobre o assunto", disse.

Múcio defendeu a atuação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), durante o processo que culminou com a criação da CPI. "O governo deposita absoluta confiança no senador. Naquele dia (de criação da CPI) Romero conversou dez vezes ao telefone com a gente. É que ele viajou numa sexta-feira, já com acordo firmado, e na segunda-feira, ao retornar, o acordo já tinha deixado de existir", afirmou.

Múcio disse que não participou da reunião de hoje, mais cedo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ele admitiu, no entanto, que o governo está preocupado com os reflexos da CPI na empresa. "Há uma preocupação, porque não pode haver inibição dos investimentos. Esta é uma CPI importante, talvez a maior neste um ano e meio de governo que resta, por se tratar de uma das maiores empresas do Brasil", afirmou.

 

Segundo ele, a Petrobras é responsável por 40% dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "A preocupação do governo é para que a CPI não crie problemas e embaraços para os investimentos da Petrobras", disse José Múcio. De acordo com ele, a empresa está construindo quatro refinarias.

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