Nomeações serão decididas só após carnaval, diz líder do PMDB

Partido ainda está dividido em relação à presidência da Eletrobrás, ocupada por homem de confiança de Dilma

CIDA FONTES, Agencia Estado

29 de janeiro de 2008 | 12h38

O impasse envolvendo as nomeações no setor elétrico só deve ser resolvido depois do carnaval. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que desembarcou na segunda à noite em Brasília para tentar fechar nesta terça-feira, 29, um acordo com o governo, já retornou a São Paulo e cancelou a reunião que faria com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Tudo ficará para depois do carnaval", disse Raupp. O PMDB ainda está dividido em relação à presidência da Eletrobrás, atualmente ocupada por Valter Cardeal, homem de confiança da ministra Dilma Rousseff. Se o PMDB conseguir nomear um afilhado político para o cargo, Cardeal permanecerá na diretoria de engenharia da empresa. Dilma insiste em pôr um técnico no cargo e, segundo aliados do governo, não quer perder também a influência no setor. Segundo parlamentares do PMDB, ela concorda com a indicação de Flávio Decat, ex-presidente da Eletronuclear. Mas nem o PMDB tem consenso em torno de seu nome, já que o senador José Sarney indicou o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica, Evandro Coura, alvo de resistência de setores do governo que não desejam deixar à frente da estatal mais importante do setor elétrico um executivo ligado às empresas.

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