Nomeações devem ser concluídas até março, diz Ideli

Não bastassem as pressões do PT, o PMDB também não se entende em relação às nomeações para setor elétrico

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2008 | 19h11

Diante das dificuldades para fechar com os partidos da base aliada as escolhas de nomes para cargos no governo, o Palácio do Planalto quer concluir até março as nomeações no Executivo. O novo prazo foi anunciado nesta quarta-feira, 30,  pela líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), que se reuniu com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, e depois com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.   Inicialmente, o governo queria terminar as nomeações antes do início do ano legislativo, mas foi obrigado a alterar os seus planos por causa das divergências internas. Não bastassem as pressões do PT, o PMDB também não se entende em relação às nomeações para o setor elétrico. Para a líder petista, é necessário resolver todas as pendências para evitar problemas na base durante as votações, sobretudo no Senado, onde o governo tem maioria frágil. "Temos muitos assuntos polêmicos para votar e não podemos entrar março sem equacionar esse problema de cargos", disse a senadora, incluindo órgãos de outros ministérios e não as empresas ligados ao setor elétrico e de energia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou aos ministros e líderes governistas que não quer repetir no Congresso derrotas como a que levou à extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ideli Salvatti teve uma boa notícia durante sua audiência com José Múcio: a presidência da Eletrosul ficará com o PT, e o PMDB aceita ocupar uma diretoria, que dará para o ex-governador catarinense Paulo Afonso. Ideli quer indicar o petista Jorge Boeira para o comando da empresa, que está ocupado há dois anos pelo interino Ronaldo Custódio.   'Rebelião' O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), previu que até o fim do período de carnaval será concluído o processo de escolha e nomeação de peemedebistas para cargos no governo federal e, em especial, no Ministério de Minas e Energia.  Garibaldi afirmou não acreditar na possibilidade de os parlamentares do partido se rebelarem e se vingarem durante a votação da proposta de Orçamento caso não sejam contemplados com a confirmação da escolha das pessoas que indicaram.  "Acho que marcha pra isso (para resolver até o fim do carnaval), porque não está tão complicada a situação", disse. O senador acrescentou: "Rebelião, não, porque o PMDB não tem vocação para rebelião dessa natureza."  (Colaborou Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo)

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