Nomeação de Wagner cumpre vontade de Lula

A nomeação de Jaques Wagner como chefe da Casa Civil sela de vez a terceirização da Presidência de Dilma Rousseff para Luiz Inácio Lula da Silva e o PMDB. O político baiano sempre foi o primeiro nome do ex-presidente para assumir a coordenação geral do governo. E também jamais deixou de contar com a torcida dos peemedebistas, que nunca aceitaram Aloizio Mercadante dando expediente no Planalto.

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2015 | 02h01

A mudança ocorre agora por necessidade. Dilma joga as fichas que lhe restam para reconstruir sua base de sustentação porque tem um desafio duplo: afastar a possibilidade do impeachment e aprovar o pacote de ajuste fiscal para reconquistar alguma credibilidade no mercado financeiro. Com trânsito em todos os partidos, Wagner é uma aposta alta, mas significa uma derrota da presidente.

Reeleita, Dilma fez questão de afastar lulistas da sua órbita e atuou para esvaziar o poder do PMDB. No começo do segundo mandato, tirou do Planalto Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini, ambos ligados ao ex-presidente. No lugar deles, assumiram Miguel Rossetto na Secretaria- Geral e Pepe Vargas nas Relações Institucionais - os dois são nomes da seção gaúcha do PT, a mesma de Dilma.

/ ADRIANO CEOLIN

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.