Divulgação/TCU
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Jorge Oliveira toma posse como ministro do TCU

Ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Oliveira foi indicado para o tribunal por Bolsonaro; ele assume o cargo no lugar do ministro José Múcio Monteiro Filho, que se aposenta

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2020 | 09h20
Atualizado 31 de dezembro de 2020 | 12h02

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Jorge Oliveira tomou posse na manhã desta quinta-feira, 31, como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A posse foi dada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, decano do tribunal, informou o órgão.

O decreto com a exoneração de Jorge Oliveira do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República foi publicado em edição desta quinta-feira, 31, do Diário Oficial da União, junto com sua nomeação para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)

A exoneração de Oliveira já estava prevista. Ele foi indicado para o TCU por Bolsonaro em outubro e depois teve o nome aprovado pelo Senado. Seu substituto na Secretaria-Geral ainda não foi divulgado. Oliveira assume a vaga do TCU no lugar do ministro José Múcio Monteiro Filho, que se aposenta. 

Filho do capitão do Exército Jorge Francisco, morto em 2018, que por 20 anos foi chefe de gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara de Deputados, Oliveira tem uma relação familiar com o presidente e seus filhos. No governo, onde acumulou o cargo de Subchefe para Assuntos Jurídicos, se tornou um dos assessores mais influentes, administrando conflitos internos e externos e auxiliando o presidente na tomada de decisões.

Em entrevista ao Estadão neste mês, Oliveira afirmou que, na Corte de Contas, se pautará por uma atuação técnica, mas sem negar a proximidade com Bolsonaro.  “Não vou fingir que não sou amigo do presidente”, disse o ministro, que contou também que a primeira providência a tomar posse no novo posto é desativar a conta no Twitter, em que tem 141 mil seguidores e foi alvo de críticas de apoiadores mais radicais do presidente. “Com todo o respeito, acho que essa militância atrapalha sim."

 

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