Nome ''promissor'' para 2010, Dilma visita Japão

Assim a ministra foi anunciada nas comemorações dos 100 anos da imigração japonesa

Cláudia Trevisan, O Estadao de S.Paulo

24 de abril de 2008 | 00h00

Apresentada em nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão como o nome "mais promissor" do PT para a eleição de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cumpre hoje em Tóquio uma agenda típica de chefe de Estado, como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas comemorações dos 100 anos de imigração japonesa para o Brasil. Dilma estará ao lado do imperador Akihito e da imperatriz Michiko em uma das principais cerimônias para marcar a data a serem realizadas no Japão, da qual também participarão o príncipe herdeiro, Naruhito, e o primeiro-ministro, Yasuo Fukuda.A ministra chegou à capital japonesa na noite de segunda-feira e, ontem, fugiu da imprensa durante todo o dia. A embaixada do Brasil não divulgou sua agenda e jornalistas recebiam a informação de que Dilma não daria entrevistas. Os poucos dados sobre seu roteiro na cidade foram fornecidos em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Japão. Segundo o texto, a agenda da visita incluiu encontros com quatro ministros: Masahiro Koumura (Relações Exteriores), Akira Amari (Economia, Comércio e Indústria), Tetsuzo Fuyushiba (Terra, Infra-Estrutura, Transporte e Turismo) e Hiroya Masuda (Assuntos Internos e Comunicação).O mesmo texto descreveu Dilma como o "braço direito" de Lula e o "número 2" da administração petista, além de mencionar sua condição de presidenciável. Responsável pela implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma também teria reuniões com representantes de empresas privadas e visitaria a central da Companhia Ferroviária do Japão. DOSSIÊAs comemorações dos 100 anos de imigração japonesa levaram a Tóquio várias delegações de políticos e empresários brasileiros, entre os quais os senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, que ajudaram a aprovar a convocação de Dilma para depor na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Dilma deve ir à comissão, depois do dia 30, para prestar esclarecimentos sobre o PAC, mas os senadores estão interessados mesmo em questioná-la sobre o dossiê relativo a gastos secretos do governo Fernando Henrique Cardoso elaborado na Casa Civil.Guerra afirmou ontem que a tentativa da base governista de anular a convocação foi superada por declarações da própria ministra de que iria comparecer à comissão. "O importante é que ela compareça e discuta democraticamente com os senadores", declarou Guerra, depois de participar de jantar oferecido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em um tradicional restaurante japonês. "Garanto que a discussão se dará em um nível adequado." Também viajou a Tóquio o vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, que chefia uma comitiva de 12 pessoas. Outro senador que está na capital japonesa é César Borges (PR-BA). O secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, lidera um grupo de 10 pessoas.Amanhã, Dilma irá a Kyoto, a convite do governo japonês.

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