Nogueira considera esclarecedor depoimento de ex-assessora

Terminou a primeira parte dos depoimentos à Comissão de Sindicância de oito acusados de integrar a quadrilha desbaratada pela Polícia Federal na chamada Operação Sanguessuga, que desviava recursos do orçamento da União, com a compra de ambulâncias superfaturadas para municípios. O corregedor da Câmara, deputado Ciro Nogueira, considerou muito esclarecedor o depoimento de Maria da Penha Lino, da ex-assessora do Ministério da Saúde, a respeito da quadrilha dos sanguessugas. Ciro não quis revelar o teor do depoimento mas disse que as informações prestadas por Maria da Penha comprometem ainda mais a situação dos 16 parlamentares que estão sendo investigados sobre acusação de envolvimento no esquema, e trazem elementos que podem comprometer outros nomes, os quais ele não quis citar. Informações extra-oficiais indicam que pelo menos outros 13 parlamentes possam ser adicionados à lista de 16.Ao sair do depoimento, quando estava sendo algemada para ser colocada no camburão, Maria da Penha declarou: "Tem de passar este País a limpo". Ela disse que tinha declarações a fazer à imprensa mas foi impedida pela escolta policial que a empurrou para o camburão. Conseguiu ainda dizer que jamais citou o nome da deputada Denise Frossard. "Nunca falei o nome dela", afirmou. Ela acrescentou que a responsabilidade por manipulações nas declarações dela é do delegado Tardelli Boaventura, encarregado do inquérito na Polícia Federal. O depoimento foi interrompido para que almoço dos integrantes da comissão de Sindicância.

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