Nobel espera menos complacência com ditaduras

'Tenho esperança de que a política internacional (do governo Dilma) seja distinta', disse

EFE

03 de novembro de 2010 | 20h12

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, de 74 anos, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura deste ano, disse acreditar que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) vai colocar em prática uma política externa menos complacente com ditaduras, em comparação com a atitude adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Tenho esperança de que a política internacional (do governo Dilma) seja distinta e que haja menos complacência com as ditaduras, como houve com o presidente Lula", disse ontem Vargas Llosa, ao lançar o livro O Sonho do Celta. em Madri.

 

No que diz respeito às ações internas do futuro governo, o vencedor do Nobel é otimista e disse que a presidente eleita "deve continuar com a política do presidente Lula no que se refere ao âmbito interno".

 

Para Vargas Llosa, nesse aspecto o governo Lula foi "excelente" e trouxe "enormes benefícios" ao País. "O Brasil está crescendo em um ritmo muito acelerado. Há uma classe média que cresce e a pobreza diminui. Embora ela ainda exista, diminuiu consideravelmente" nos últimos anos, ressaltou.

 

Segundo Vargas Llosa, a América Latina apresentou "grandes progressos" no que diz respeito à democracia, ainda que existam regimes autoritários, como Cuba, ou que "caminham" para isso, como a Venezuela.

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