REUTERS/Adriano Machado
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No Twitter, Secretaria de Comunicação da Presidência diz que exoneração de Valeixo foi 'a pedido'

Moro fará pronunciamento na manhã desta sexta e pode anunciar saída no Ministério da Justiça

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 09h23

BRASÍLIA - A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República publicou nesta sexta-feira, 24, que a exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal ocorreu a pedido do próprio. O texto sugere que qualquer outro motivo divulgado para a saída de Valeixo da chefia da instituição seria “fake news”.

“Ao contrário do que parte da imprensa está noticiando, a exoneração do sr. Maurício Valeixo se deu A PEDIDO do próprio. Contra fake news, busque sempre a fonte primária da informação. Bom dia”, informou a publicação que acompanha foto do decreto de exoneração com trecho “EXONERAR, a pedido” destacado em amarelo.

A troca no comando da corporação provocou a mais nova crise entre o presidente e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, que ameaça deixar o cargo. O ministro fará um pronunciamento às 11h desta sexta-feira.

Desgastado no governo desde que sua agenda de combate à corrupção perdeu protagonismo, Moro avisou ontem ao presidente que deixará a equipe caso ele imponha um novo nome para a diretoria-geral da Polícia Federal. O ministro, segundo o Estado apurou, não aceitará um nome que venha "de cima para baixo".

Na prática, Valeixo já havia tratado com Moro, no início do ano, de sua saída do cargo de diretor-geral da corporação. Homem da confiança do ex-juiz da Lava Jato, o delegado demonstrou exaustão no cargo, reportando-se a um 2019 tenso no comando da PF. O ministro tentava, porém, encontrar um nome de sua confiança para o posto antes de a saída ser oficializada, mas foi surpreendido pelo comunicado de Bolsonaro de que a mudança na corporação ocorreria. 

A publicação no Diário Oficial de hoje não traz o nome do substituto. Embora seja prerrogativa do presidente nomear o diretor da PF, tradicionalmente a escolha é feita pelo ministro da Justiça.

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