No Twitter, Mercadante critica reforma aprovada na Câmara

"Tentei mudar dispositivo, mas não consegui, e o texto da Câmara é ainda pior que o do Senado", disse senador

Rodrigo Alvares, do estadao.com.br,

17 de setembro de 2009 | 11h41

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) reclamou na manhã desta quinta-feira, 17, da aprovação do texto da minirreforma eleitoral na Câmara dos Deputados em seu perfil no Twitter. O projeto com a liberação da cobertura das campanhas pela internet foi a única inovação feita pelos senadores aceita pelos deputados. As demais mudanças propostas foram todas rejeitadas pelos deputados que, à exceção da liberdade na internet, aprovou o texto da Câmara. O líder petista na Casa escreveu: "A liberdade na web nas eleições está mantida. Mas, a Câmara restringiu as regras dos debates entre candidatos, equiparando às rádios e TVs. Tentei mudar esse dispositivo, mas não consegui, e o texto da Câmara é ainda pior que o do Senado".

 

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Na sequência, Mercadante elenca as emendas e dispositivos derrubados na Câmara, como as que impediam o uso da máquina administrativa nas eleições, o veto à publicidade quatro meses antes da votação, a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas e a ampliação de ações sociais em ano eleitoral, além do dispositivo que permitia a eleição direta em caso de cassação de mandato de governadores e prefeitos.

 

A emenda 72 - proposta por Mercadante - suprimiria o artigo que sujeita os conteúdos online de empresas de comunicação social e de provedores de internet às normas que regulam o rádio e a televisão. Com a decisão dos deputados, ambos continuam proibidos de emitir opinião sobre candidatos, e são obrigados a dispensar o mesmo tratamento as diferentes candidaturas, seja ela nanica ou líder nas pesquisas.

 

Entretanto, o senador deixou um recado para os internautas: "De qualquer forma, conquistamos a liberdade na web. Valeu a pena a nossa luta".

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