Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Janot questiona Raquel por 6 meses sem novas delações: 'Vai ser assim?'

Ex-procurador-geral deixou o cargo em setembro; seu mandato foi marcado pelo envio de 2 denúncias contra Temer

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

11 Março 2018 | 17h33
Atualizado 11 Março 2018 | 21h25

SÃO PAULO - O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot questionou em sua conta no Twitter a atuação da sua sucessora e atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ao compartilhar uma nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, que afirma que, em seis meses de mandato, Raquel não fechou nenhuma nova delação premiada, o ex-procurador pergunta: “Vai ser assim?” A nota diz que, no período, apenas as antigas delações caminharam.

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A assessoria de Raquel reiterou que estão em curso “tentativas e fechamentos de novas delações”, mas, por lei, elas são sigilosas. Minutos antes, o ex-procurador-geral havia comentado outra notícia no Twitter: o encontro deste sábado, 10, entre o presidente Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. “Causa perplexidade que assuntos republicanos de tamanha importância sejam tratados em convescotes matutinos ou vespertinos”, escreveu.

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Ele deixou o cargo de procurador-geral em setembro de 2017. Seu mandato foi marcado pelo envio ao Congresso de duas denúncias contra Temer, baseadas em delação do empresário Joesley Batista. Ambas foram arquivadas pelos parlamentares. 

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O Estado procurou Cármen Lúcia e a Presidência da República por meio de suas assessorias, mas elas não quiseram se manifestar.

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