No TRE, 'Estado' defende o direito de entrevistar

A representação feita pelo Ministério Público Eleitoral contra o Estado, por ter publicado uma entrevista com o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM), ?é, a um só tempo, democraticamente lastimável e juridicamente achavascada?. A avaliação está nas sete páginas da defesa do jornal, apresentada ontem à 1ª Zona Eleitoral por seu advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira. ?O seu equívoco central, autêntico desatino, consiste em baralhar, como se de uma e única coisa se cuidasse, jornalismo e propaganda eleitoral?, acrescenta o texto da defesa. O documento rejeita, de alto a baixo, todas as alegações das promotoras Maria Amelia Nardy Pereira, Patrícia Moraes Aude e Yolanda Alves de Matos. Na representação que levaram ao juiz eleitoral, na quarta-feira, elas sustentam que o jornal e o prefeito fizeram propaganda eleitoral antecipada e são, por isso, passíveis de multa. Igual iniciativa foi por elas tomada contra outra entrevista com Gilberto Kassab publicada pela revista Veja São Paulo.Um dos argumentos centrais da defesa do Estado é que, ?ao revés do que apregoam as ilustres subscritoras da representação?, nem o artigo 3º e o 24º da resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral - aos quais elas recorrem para embasar sua peça - são cabíveis para apoiar a proibição.?Insista-se, proibição que o Ministério Público, na presente representação, dirige ao exercício do jornalismo, do qual a realização e a divulgação de entrevistas traduzem corriqueira e expressiva parcela?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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