No Supremo, não há consenso sobre se há antecipação

Não há consenso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre se o comportamento do presidente Lula representa ou não uma campanha eleitoral antecipada. Um dos ministros disse ontem em caráter reservado que, se Lula fosse prefeito de uma cidade do interior, já poderia ter sido cassado. No entanto, há quem considere no STF que suas atitudes não configuram irregularidades.Na avaliação desse ministro, o presidente deveria deixar para fazer campanha para Dilma apenas nos meses que antecederão as eleições de 2010. Ele disse que Lula exagera ao levar a ministra para quase todas as inaugurações e viagens que faz pelo Brasil. A única certeza dos ministros ouvidos pelo Estado é que os opositores do presidente deverão levar suas reclamações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao avaliar as queixas, o tribunal terá de traçar regras de comportamento para o presidente e outros políticos que almejam cargos em 2010 ou que já têm seus candidatos prediletos. Segundo um ministro, o TSE é reconhecidamente rígido com prefeitos, um pouco menos com governadores e quase nada com o presidente.

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