No Senado, Eunício Oliveira nega ter fraudado licitação da Petrobrás

Reportagem do 'Estado' revelou que a empresa Manchester, da qual o senador é sócio, foi favorecida em concorrência para prestar serviço à estatal

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2011 | 16h25

BRASÍLIA - O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) defendeu-se nesta segunda-feira, 10, da reportagem publicada no domingo, 9, pelo jornal O Estado de S. Paulo que mostra o envolvimento da empresa dele em uma fraude em licitação no valor de R$ 300 milhões da Petrobrás. Aos senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, da qual é presidente, Eunício afirmou que está afastado do comando dos negócios de sua empresa desde 1998. "Não tenho nenhuma ingerência", disse. "Minha vida é dedicada ao meu País", completou.

Eunício Oliveira é dono de 50% da Manchester, empresa que doou R$ 400 mil à sua campanha ao Senado em 2010. A reportagem do jornal mostra que a Manchester soube com antecedência da relação de seus concorrentes e os procurou para fazer acordo. No dia 30 de março, um dia antes da entrega das propostas, um diretor da empresa de Eunício reuniu-se por mais de duas horas com a Seebla Engenharia, uma das empresas convidadas pela Petrobrás para participar da concorrência, destinada a prestar mão de obra terceirizada para a Bacia de Campos.

A Seebla não teria topado um acerto e ofereceu uma proposta de R$ 235 milhões, R$ 64 milhões menor do que a oferta da Manchester. A estatal, no entanto, desclassificou a Seebla e declarou a Manchester como a primeira colocada. Antes dessa licitação, a empresa de Eunício já recebeu R$ 57 milhões da Petrobrás sem licitação.

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