No Senado dos EUA, mais de 11 mil lobistas cadastrados

Legislação americana exige que profissionais apresentem relatórios trimestrais, nos quais identificam empresas ou pessoas físicas que os contrataram e temas que defenderam

Cláudia Trevisan, correspondente, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2018 | 05h00

WASHINGTON - O lobby é uma indústria multibilionária nos Estados Unidos que só no ano passado movimentou US$ 3,34 bilhões em âmbito federal, o equivalente a R$ 10,8 bilhões. Quantia ainda maior foi gasta na defesa de interesses específicos nos 50 Estados americanos. Dados oficiais indicam que havia 11.444 lobistas registrados no Senado, mas analistas acreditam que muitos outros atuam de maneira informal.

A legislação americana exige que os lobistas registrados apresentem relatórios trimestrais, nos quais identificam as empresas ou pessoas físicas que os contrataram, os temas que defenderam e quais as Casas do Congresso ou órgãos da administração federal buscaram influenciar.

+++Governo reconhece lobby como profissão no País

De acordo com dados da entidade Open Secrets, a Câmara de Comércio dos EUA liderou os gastos em ações de lobby no ano passado, com US$ 82,2 milhões. O segundo lugar foi da Associação Nacional de Corretores de Imóveis, com US$ 54,5 milhões.

Mas as estatísticas indicam redução no total de gastos e no número de lobistas registrados. Em 2009, a indústria registrou movimento recorde de US$ 3,5 bilhões, enquanto o número de lobistas registrados chegou a 14,8 mil em 2007. A Open Secrets diz que o movimento foi impulsionado pelo aumento do número de profissionais que atuam de maneira informal, no que é conhecido como “shadow lobby” (o lobby das sombras).

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