No Senado, Agripino resiste e mantém candidatura

Enquanto a base se esfacela em disputa interna pela presidência da Câmara, o cenário para a sucessão do comando do Senado é bem mais tranqüilo e favorável à reeleição do presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Diante desse quadro, líderes partidários começaram um movimento para tentar convencer o senador José Agripino Maia (RN), líder do PFL, a retirar sua candidatura. "Minha candidatura está fortíssima e não renuncio", afirmou Agripino Maia, em férias na Europa. Ele pretende começar sua campanha à presidência do Senado no dia 10.Ele avalia que sua candidatura é viável, mesmo sem contar com os votos de todos os senadores oposicionistas. É o caso do PDT, que decidiu apoiar Renan. Serão quatro votos a menos para Agripino. Além disso, ele não teria a adesão total nem mesmo de seu partido, o PFL, que ficará com bancada de 17 senadores. Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Romeu Tuma (PFL-SP) já confidenciaram a colegas que não pretendem votar em seu companheiro de partido. "Não é letal para a minha candidatura não ter o apoio do PDT e existirem dissidências na base. Tenho votos em todos os partidos", disse Agripino.Ele conta com votos de senadores da base aliada que, teoricamente, votariam em Renan. A expectativa é de que tenha de 4 a 6 votos do PMDB. A oposição trabalha com a hipótese de que os peemedebistas Jarbas Vasconcelos (PE), Mão Santa (PI), Almeida Lima (SE), Garibaldi Alves (RN), Neuto do Conto (SC) e Pedro Simon (RS) não votem em Renan. Já os governistas confiam que haverá dissidências entre os 13 senadores do PSDB, com parte deles apoiando Renan, que também deve ter o voto da maioria dos 12 senadores dos 8 partidos pequenos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.