Isac Nóbrega/PR
Isac Nóbrega/PR

No RS, vice-presidente nacional do PSL confirma permanência no governo Leite

Na semana passada, presidente estadual do partido, assinou comunicado informando desembarque da base, mesmo sem consultar correligionários

Lucas Rivas, especial para o Estado

05 de dezembro de 2019 | 19h09

PORTO ALEGRE – O Partido Social Liberal (PSL) confirmou a permanência na base aliada do governo gaúcho nesta quinta-feira, 5, após reunião realizada entre o vice-presidente nacional da sigla, Antonio de Rueda, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), no Palácio Piratini, sede do governo estadual. Rueda reiterou total apoio ao pacote de projetos encaminhado à Assembleia Legislativa, que modifica o plano de carreira dos servidores. No Parlamento gaúcho, o PSL detém três cadeiras. 

O encontro entre Leite e Rueda apaziguou, de vez, o breve tensionamento que havia sido criado na sexta-feira passada, 6, quando o presidente estadual do PSL, deputado federal Nereu Crispim (RS), assinou ofício de forma monocrática, comunicando desembarque do partido da base governista

Como justificativa, ele alegou contrariedade às propostas apresentadas pelo Executivo, que impactam diretamente no plano de carreira e no estatuto dos servidores da educação e segurança. Porém, após comunicado, a bancada do partido tornou público o apoio ao governo Leite e chamou de unilateral a decisão de Crispim. Hoje, ele esteve presente no encontro.

Ainda durante agenda, Leite e Rueda discutiram o cenário político nacional, além das questões relevantes para o Rio Grande do Sul. Acompanhado de lideranças do PSL no Estado, o vice-presidente nacional também manifestou a disposição de vir ao RS pelo menos uma vez por mês para manter a proximidade com o governador.

Na sexta, quando Nereu Crispim anunciou saída do governo, os integrantes do PSL foram pegos de surpresa. Logo em seguida, a bancada do partido tornou público o apoio ao governo Leite. Assim como em âmbito federal, o PSL também está rachado no Rio Grande do Sul, fazendo com que a decisão fosse questionada internamente. 

Com três deputados na Assembleia e um secretário no primeiro escalão, o ex-partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, vem dando suporte a votações do governo Leite no Parlamento.

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