No RS, Dilma diz que PAC pode provocar impacto eleitoral

Ministra destaca que as obras do PAC contemplaram gestores regionais de todas as correntes políticas

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

14 de março de 2008 | 20h26

A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira, 14, em Porto Alegre, acreditar que o  Programa de Aceleração do Crescimento(PAC), pelas qualidades, pode provocar impacto eleitoral, mesmo que não tenha sido concebido para isso. "Um bom governo é aquele que tem o reconhecimento do povo quando faz obras justas, corretas e benéficas para sua população, traz renda para ela, dá acesso aos serviços básicos e, nesse sentido, esperamos que o PAC seja reconhecido", afirmou, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. "Se vai ser ou não, é outra coisa", complementou.   Veja também:   ESPECIAL: o balanço do PAC  Marta acerta saída para se candidatar  Lula critica os que consideram Bolsa-Família 'assistencialista'  Consumo não pode crescer acima da produção, diz Lula  'Bancos tinham desaprendido a atender pobres', diz Lula Se meu filho se candidatar, não farei campanha, diz Lula     Dilma destacou que as obras do PAC contemplaram gestores regionais de todas as correntes políticas e foram selecionadas por critérios técnicos, não tendo qualquer relação com intervenções feitas para resolver questões eleitorais. Por isso, defendeu a realização dos bons projetos sempre, sem interrupções em anos eleitorais. "Esse história de parar a cada dois anos só prejudica os milhões de brasileiros (que precisam das obras) e interessa a uma briga política rebaixada", afirmou, propondo que as lutas passem a ser por propostas.A declaração foi dada depois de uma palestra para deputados, líderes sindicais e empresariais na qual expôs as principais obras do programa no Estado. Ela lembrou que o governo do Rio Grande do Sul lançou o plano sob a "descrença geral" e que adversários políticos o taxaram de lista de obras que não saem do papel. Agora, colhendo aplausos de trabalhadores e empresários, Dilma alfinetou a imprensa, que, segundo ela, disse que as obras não seriam realizadas. "Quando diziam que o PAC não existia, eu afirmava que não valeria chamá-lo de eleitoreiro quando ele existisse", ressaltou.

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