No RS, Cardozo e Miriam defendem Palocci

Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Planejamento, Miriam Belchior, defenderam hoje o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, dos ataques que vem sofrendo da oposição pelo alto faturamento que sua empresa de consultoria obteve durante o ano passado, em Porto Alegre.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

20 de maio de 2011 | 17h58

Em rápida conversa com repórteres depois de um almoço com Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, Cardozo sustentou que o governo federal não está blindando Palocci. "Não vi absolutamente nada de ilegalidade ou imoralidade", destacou, referindo-se às acusações. "Há muita fumaça e poucos fatos colocados", observou.

Questionado sobre a variação do orçamento de Palocci, o ministro da Justiça reiterou que "o enriquecimento com causa não é punível no sistema brasileiro, o que é punível é o enriquecimento sem causa" e lembrou que "ninguém fez nenhum tipo de denúncia sequer, de afirmação a ser apurada, que não houvesse causa".

Miriam também tratou do assunto rapidamente ao final do almoço, afirmando que "o ministro Palocci já deu esclarecimentos, adotou os procedimentos indicados pela Comissão de Ética e agora mandou informações à Procuradoria-Geral da República". Questionada se o governo está confortável com a situação, ela respondeu "sim".

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