Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

No RS, 94,5% dos deputados estaduais serão candidatos nas eleições 2018

Maioria concorrerá à reeleição; outros se postulam ao Legislativo Federal

Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2018 | 18h46

PORTO ALEGRE - Dos 55 deputados estaduais do Rio Grande do Sul, 52 - ou 94,5% - pretendem concorrer nas eleições 2018. Segundo levantamento feito pelo Estado, 80% dos parlamentares buscarão reeleição, e o restante tentará se eleger para o Legislativo Federal.

Ao todo, 44 deputados estaduais do RS tentarão renovar seus mandatos - e outros 7 concorrerão a uma das 31 cadeiras disponíveis para o Estado na Câmara. A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) foi pré-candidata à Presidência da República por seu partido e desistiu para integrar a chapa nacional do PT.

Desde 2006, o índice de renovação da Assembleia Legislativa gaúcha é de 40%. Ou seja, a cada pleito, 22 novos deputados assumiram uma cadeira no Palácio Farroupilha. Para as eleições 2018, seguindo a estatística, espera-se que um terço dos deputados que concorrem à reeleição estaria em risco.

Além dos oito deputados estaduais que estarão na corrida por votos para outros cargos, outros três parlamentares decidiram não disputar a eleição deste ano. Ciro Simoni (PDT) vai se dedicar à postulação de Jairo Jorge (PDT) ao governo gaúcho, como coordenador da campanha do pedetista. Já os petistas Adão Villaverde e Miriam Marroni decidiram voltar às antigas carreiras, ele como engenheiro, ela como psicóloga.

O cientista político e professor da Escola de Humanidades da PUCRS Augusto Neftali de Oliveira explicou que o mandato na Assembleia dá autonomia ao político e permite a “construção de uma máquina política permanente” no gabinete por ao menos quatro anos. Assim, grande parte dos parlamentares decide pela reeleição, e alguns até deixam cargos no Executivo - como secretarias e ministérios - para concorrer ao Legislativo Estadual. “Mesmo quando o deputado estadual sai do parlamento regional para o Executivo, no momento das eleições, ele volta à Assembleia para se reeleger, embora tenha passado quase quatro anos em outro cargo”, afirmou.

Segundo o analista, o cargo de deputado estadual é considerado “elevado”. Oliveira lembrou que vagas no Legislativo Federal e, principalmente, no Executivo não são muitas e, às vezes, não detêm a mesma importância. “Normalmente, um deputado estadual só vai deixar de buscar uma candidatura ao parlamento (regional) por prefeituras de cidades importantes, que são poucas, para senador ou presidente, que também são vagas escassas”, disse.

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