Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

No Rio, Temer evita comentar chapa com Dilma em 2014

Vice, porém, afirma que eleições municipais 'fortaleceram aliança entre PT e PMDB'

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2012 | 16h01

RIO - O vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, disse na tarde desta terça-feira, 23, que as eleições municipais fortaleceram a aliança de seu partido com o PT e que espera repetir em 2014 a coligação que elegeu Dilma Rousseff em 2010. "Se alguém se desligar da base será por conta própria. Não será por provocação da atual base aliada", disse Temer depois de um almoço oferecido pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), no Palácio da Cidade.

 

Questionado se também a chapa Dilma-Temer se repetiria, o vice evitou falar no assunto, mas a resposta foi dada em coro pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e por Paes. "Sim, Dilma e Michel Temer."

 

Na semana passada, líderes nacionais do PMDB se irritaram com Paes, que lançou a candidatura de Cabral a vice de Dilma em 2014. O governador procurou desfazer a confusão com telefonemas a Temer e outros peemedebistas, a quem garantiu que a eleição presidencial não está em seus planos. Para selar a paz, o prefeito ofereceu um almoço a Temer. Questionado sobre o mal-estar, Temer brincou: "Agora só existe o estar." No início da entrevista, o vice evitou o assunto. "Não ficaram arestas, não há o que comentar sobre isso", afirmou.

 

Pela manhã, o vice-presidente fez campanha ao lado de Cabral e Paes nas cidades de Volta Redonda e Petrópolis, onde o PMDB disputa o segundo turno. À tarde, segue para Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Michel Temer disse não trabalhar com a hipótese de o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, disputar a sucessão de Dilma Rousseff. "Acho que ainda trabalharemos juntos com o governador Eduardo Campos em 2014".

Tudo o que sabemos sobre:
eleições 2012RioTemer

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.