No Rio, PT tem pior resultado desde 1985

Sem disputas internas e fazendo uma campanha profissionalizada e com recursos financeiros, o PT da capital fluminense sai das eleições de 2004 com seu pior resultado desde 1985: quinto lugar, com 6,31% dos votos válidos, em 99,77% das urnas apuradas. Um fracasso que este ano foi ainda mais realçado por uma novidade, o bom desempenho da legenda em outros municípios do Estado, onde partido esperava eleger pelo menos dez prefeitos, com destaque para cidades da região metropolitana, como Nova Iguaçu e Niterói. "Um paradoxo", afirmou o presidente estadual da legenda, deputado Gilberto Palmares. O deputado federal Chico Alencar, da esquerda petista, foi mais duro que Palmares na análise da derrota. "Não é um resultado eleitoral, é um baita alerta", resumiu. "A gente também vai diminuir a nossa bancada na Câmara de Vereadores. É o fundo do poço." O desastre, aparentemente, foi maior do que esperavam os petistas, devido ao investimento feito. O comando nacional do partido conseguiu que Alencar desistisse de disputar prévias na legenda, fazendo de Bittar candidato único. O marqueteiro Nizan Guanaes conduziu uma requintada campanha de TV, na qual o candidato aparecia de terno e gravata, prometendo implantar no Rio projetos como o bilhete único do transporte coletivo e os CEUs. Cabos eleitorais pagos substituíram os militantes partidários, distribuindo material de excelente qualidade. Mas nada funcionou. (Colaborou Nicola Pamplona)

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