Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

No Rio, protesto de servidores pede renúncia de Temer e Pezão

Deputado presente no ato reconheceu que o público é menor do que o esperado; Ato em São Paulo começa à tarde

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2017 | 12h05

RIO DE JANEIRO - Servidores públicos fazem protesto contra o presidente Michel Temer e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB, na Avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul do Rio, neste domingo, 21. Cerca de 70 pessoas estão concentradas em frente ao Hotel Copacabana Palace. A manifestação foi organizada pelo Movimento Unificado dos Sevidores Públicos Estaduais (Muspe).

Ambulantes aproveitam para vender faixas de cabelo amarelas com a frase "Fora Temer" e bandeiras do Brasil. Os organizadores do protesto também estenderam uma faixa branca no chão para os manifestantes escreverem recados para Pezão e Temer. Eles pretendem fixá-la nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O representante da Muspe, Ramon Carrera, disse que o objetivo do protesto é chamar as pessoas às ruas pelo impeachment dos dois. "Estamos lutando contra a corrupção do Rio e do País. Político só tem medo de duas coisas, cadeia e povo. Nós precisamos de mudança. Não é possível que tenhamos um presidente  e um governador citados na Lava Jato", disse.

A servidora da área ambiental, Diana Levacov, disse que estava no protesto para lutar contra a reforma da previdência, mas criticou a "falta de foco da manifestação". "Acho que não deveríamos juntar tantas coisas na mesma manifestação. As pessoas ficam sem saber do que está sendo levantado. Temos que nos organizar melhor. As manifestações não dão o efeito imediato que gostaríamos, mas já conseguimos mudanças do projeto da Previdência após os protestos", disse.

O deputado estadual Paulo Ramos (Psol) reconheceu em discurso no carro de som que o protesto "não teve a adesão que gostaríamos ". "Todos estão na mesma luta e deveriam estar aqui protestando", disse.

Protestos. Segundo a Frente Brasil Popular, há 30 atos previstos em cidades brasileiras, e outros 15 no exterior, neste domingo, 21. O grupo de esquerda é o organizador da maioria, pedindo a renúncia do presidente e eleições diretas. Já os grupos de direita, que pedem renúncia e eleições indiretas, cancelaram manifestações alegando preocupação com a segurança.

Acompanhe ao vivo a cobertura dos protestos desde domingo

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