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No Rio, máquina eleitoral alimenta favoritismo de Paes

Com 20 partidos na coligação, 75% dos candidatos a vereador, mais da metade do tempo de TV e uma avaliação positiva que ultrapassa 50%, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), montou uma máquina eleitoral poderosa e é favorito para vencer a eleição na cidade já no primeiro turno.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

24 de setembro de 2012 | 09h05

Seu principal concorrente, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), ainda não rompeu a barreira dos 20% nas pesquisas. Sem alianças partidárias, faltam a ele recursos e estrutura. Sobram, no entanto, apoios da classe artística - como os de Caetano Veloso e Chico Buarque. Ao apresentar sua campanha como uma "Primavera Carioca", em referência ao movimento de revoltas que acontecem nos países árabes desde o ano passado, Freixo faz críticas ao que chama de política tradicional e busca uma "aliança com a sociedade".

Até o momento, o discurso de mudança na forma de fazer política, a atuação contra as milícias e a adesão de artistas parecem ter sensibilizado apenas o eleitorado mais instruído e com maior poder aquisitivo - concentrado na zona sul da cidade. Já a aliança entre o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que lançaram chapa com seus respectivos filhos, o deputado federal Rodrigo Maia e a estadual Clarissa Garotinho, ainda não cumpriu seu objetivo de atrair o eleitorado mais popular.

Áreas

A campanha de reeleição do prefeito se concentra basicamente na apresentação dos resultados de projetos de sua administração direcionados, principalmente, para as zonas norte e oeste do Rio - regiões mais pobres e que concentram número elevado de eleitores.

"O Eduardo direcionou boa parte das obras para essas regiões e montou um pacote de projetos que tem uma pegada social", explicou Renato Pereira, estrategista da campanha de Paes. "Pesquisas qualitativas mostram que ele é identificado como candidato do povão".

Desde o início da campanha, Freixo fez críticas à coligação de Paes: "A nossa campanha não precisa dar satisfações a 20 partidos que já lotearam a administração." Mesmo assim, foi do PSOL que surgiu um candidato a vereador suspeito.

Rosenberg Alves do Nascimento, o Berg Nordestino, foi citado no relatório da CPI das Milícias, presidida por Freixo, e tinha ligações com o vereador miliciano Luiz André Deco, preso ano passado. Berg foi expulso do partido, mas o episódio deu combustível para os adversários criticarem Freixo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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