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No Rio, índio para inglês ver

Príncipe também visitou projeto de britânico em favela

Alexandre Rodrigues, Fabiana Cimieri e Roberta Pennafort, RIO, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2009 | 00h00

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, e a mulher, a duquesa de Cornualha, Camilla Parker Bowles, chegaram em carros separados ontem à favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, no Rio. Depois de caminhar cerca de 300 metros por uma rua cheia de policiais, foram recebidos ao som de parte da bateria da modesta escola de samba local, a Gato de Bonsucesso, por três mulatas de biquíni e dezenas de moradores curiosos.Um deles era o carpinteiro Orlando João da Silva, de 43 anos, que sonhava em apresentar ao príncipe a sua filha, Leid Daiane, de 10 anos, batizada em homenagem à sua primeira mulher, a Princesa Diana, morta em acidente automobilístico em 1997.Ao contrário de visita anterior ao País, desta vez Charles não tentou sambar. Mas aceitou o chocalho que a ritmista Maria Luiza da Silva lhe deu. Sorridente, o príncipe, de terno de jaquetão e gravata, apesar do forte calor, ainda retribuiu um beijo jogado por uma das passistas, observado pela mulher, que se protegia do sol com uma sombrinha creme.Charles conheceu ainda o projeto Luta Pela Paz, do inglês radicado no Rio Luke Dowdney, que oferece estudo e aulas de lutas para jovens carentes, como alternativa ao tráfico de drogas.O casal encerrou seu dia no Rio no Jardim Botânico, na zona sul. Dando prosseguimento à agenda, Charles e Camilla plantaram uma árvore, registraram seus nomes no livro de visitas e foram recepcionados por alunos de escolas públicas do projeto "Embaixadores das Mudanças Climáticas", do British Council.A recepção incluiu uma apresentação mirim de samba, com uma pequena bateria e um casal de mestre-sala e porta-bandeira que lhes apresentou o pavilhão. Os dois, intrigados, beijaram a bandeira. Até o cacique Raoni Metuktire, líder dos caiapós, apareceu e deu a Charles uma caixa com artefatos indígenas e um envelope.Camilla conversou com cidadãos britânicos, a quem perguntou há quanto tempo vivem no Brasil. A um deles, que lhe disse morar há 14 anos, respondeu: "Não fico surpresa, é realmente um país maravilhoso."

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