No Rio, Grito desfila diante de arquibancadas quase vazias

O Grito dos Excluídos, no Rio de Janeiro, foi marcado por um ato de protesto em frente ao monumento de Zumbi dos Palmares, líder da luta pela libertação dos escravos negros. Os cerca de 200 manifestantes ficaram concentrados durante todo o período da parada militar e só deram início à marcha após o encerramento do desfile cívico. Policiais militares tentaram impedir o protesto, mas os manifestantes foram liberados e seguiram, divididos em seis alas, representando a luta pela construção de escolas, mais moradias, melhoria nos serviços de saúde e redução da violência. Carregando faixas e cartazes e vestindo camisas que pediam justiça social, eles marcharam pela Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, diante de arquibancadas praticamente vazias. Um dos organizadores do protesto, Marcelo Braga, disse que o destaque deste ano foi a luta pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce, que foi privatizada em 1996. De acordo com ele, o Grito é um contraponto à programação oficial.?A parada militar foi criada com um tom ufanista para mostrar um país rico, em crescimento. O grito surgiu para mostrar o oposto, as misérias desse país os mais humildes e pobres que não têm direitos?, disse.A manifestação reuniu representantes de diversos movimentos sociais, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre outros.

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