No Rio, Cesar Maia e Conde batem boca

O prefeito Cesar Maia, candidato à reeleição pelo PFL, foi alvo de duros ataques no último debate antes do primeiro turno, transmitido pela TV Globo. Jorge Bittar (PT), Jandira Feghali (PC do B) Luiz Paulo Conde (PMDB) criticaram a gestão de Maia, principalmente na área da saúde. Houve bate-boca entre Maia e Conde, que chamou o atual prefeito de corrupto e mentiroso.?As mulheres nesta cidade estão morrendo no parto. A saúde no Rio é criminosa. A secretário (Ronaldo Cézar Coelho) é um banqueiro, e o prefeito diz que vai mantê-lo. O programa Saúde da Família tem a pior cobertura do País. É um desrespeito e um descompromisso?, afirmou Jandira. ?A saúde pública é o serviço pior avaliado no Rio. É uma área em que só há promessas não realizadas pelo atual prefeito?, disse Bittar. Maia defendeu-se dizendo que a situação das unidades federais e estaduais é precária, e que por isso a população da Baixada Fluminense e de outras áreas do Estado procura a rede municipal. No entanto Bittar afirmou que, em relação a 2000, o Rio teve menos 7 milhões de atendimentos na rede municipal no ano passado, enquanto nos hospitais estaduais e federais o atendimento aumentou 30%. Maia afirmou que houve uma mudança de critério no cálculo dos atendimentos pelo governo federal. ?O prefeito trabalha em função da eleição, e não em função da população. É um político esperto, que só pensa em se reeleger, eu não não político esperto, sou um arquiteto?, atacou Conde. No início do segundo bloco, Bittar questionou o prefeito sobre transportes públicos, ?caótico? em sua opinião. O prefeito afirmou ter ampliado de 12 para 120 o quadro de fiscais do município na área e disse também ter ampliado a integração do Metrô. ?Cesar Maia integra o nada ao nada, inventa uma história?, criticou Bittar, que citou uma série de promessas de campanha do pefelista, nunca cumpridas, como o Veículo Leve Sobre Trilhos. ?Nada foi feito nesses 12 anos?, afirmou o petista. Cesar acusou o golpe na tréplica. ?O senhor mudou muito nesta campanha. Costumava ser cordato, sereno, está muito nervoso, duro na televisão?, disse, referindo-se a Bittar. O prefeito criticou a proposta do petista de implementar no Rio o bilhete único. ?O que ele não diz é que em São Paulo há um subsídio de R$ 600 milhões para o bilhete único e muito menos gratuidade do que no Rio. Os estudantes pagam.?

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