No Rio, centrais fazem festa no Complexo do Alemão

As centrais sindicais escolheram o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, ocupado pelas forças de segurança desde novembro passado, para comemorar o Dia do Trabalho. O ato unificado de cinco centrais, sem a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na favela Vila Cruzeiro, teve shows e sorteio de brindes. Outra festa, organizada pelo governo do Estado e o Ministério do Trabalho, ocorreu na Quinta da Boa Vista e lembrou os 30 anos do atentado a bomba do Riocentro, ocorrido durante um show de vários artistas em homenagem aos trabalhadores.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

01 de maio de 2011 | 17h35

A cantora Beth Carvalho, que se apresentou em 1981, foi uma das atrações da comemoração na Quinta. No Alemão, a festa começou com uma apresentação dos músicos demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e um protesto contra as demissões.

Depois de participar da comemoração da Força Sindical e de um ato ecumênico organizado pela CUT em São Paulo, na manhã de hoje, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, reservou a tarde para o Rio. "Não posso e não tenho direito de me intrometer nessa questão de disputa sindical", disse Lupi. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, não compareceram às festas do 1º de Maio.

O presidente da Força Sindical no Rio, Francisco Dal Prá, informou que a central sindical fará uma pesquisa no Alemão para definir que cursos de formação e qualificação profissional são mais adequados para o complexo de favelas. "Em dois ou três meses vamos começar, em parceria com o governo do Estado, a preparação dos moradores para o mercado de trabalho. A comunidade teve uma ação muito forte do Estado no combate ao tráfico e uma nova etapa deve ser a integração social e a formação de mão de obra", disse o dirigente sindical.

O secretário de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Paulo Farias, criticou a CUT por ficar fora dos atos unificados de comemoração, realizados em vários Estados. "A CUT desprezou a unificação. É uma lástima, porque foi a união dos trabalhadores que fez o Brasil chegar onde está hoje", afirmou.

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