No Rio, 16 são denunciados por doações irregulares

Além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), 15 empresas e associações foram denunciadas pelo Ministério Público Eleitoral do Rio por terem ultrapassado em pelo menos R$ 100 mil o limite legal para doações a candidatos nas eleições de 2006. A lei proíbe doações acima de 2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição para pessoas jurídicas. Se condenados, os doadores terão de pagar multas de cinco a dez vezes o valor excedente.Entre os suspeitos estão o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) e a Rede Nacional de Shopping Centers (Renasce). O IBS doou R$ 4,085 milhões, R$ 900 mil para o governador tucano Aécio Neves, de Minas Gerais. O governo mineiro adotou medidas para permitir a instalação do polo siderúrgico em Jeceaba, investimento de R$ 4 bilhões do grupo francês Vallourec/Mannesmann, associado ao IBS. Segundo a assessoria de imprensa do instituto, "todas as doações para campanha eleitoral foram feitas dentro das regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e dos entendimentos do Supremo Tribunal Federal". Uma das primeiras denunciadas, a CBF terá de explicar a doação de R$ 500 mil a candidatos em 2006. Entre seus vice-presidentes está o empresário Fernando Sarney, irmão da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), que recebeu R$ 100 mil da CBF. Outra suspeita é a Emport Marítima Portuária, que doou R$ 20 mil à campanha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de um total de R$ 265 mil doados em 2006. A Rede Nacional de Shopping Centers doou R$ 1,4 milhão em 2006, R$ 400 mil para o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e R$ 50 mil para o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). A assessoria da Renasce afirma que "a empresa desconhece qualquer pedido de esclarecimento ou notificação por parte do Ministério Público"

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