No Recife, tom é de cautela

Em BH, 1.ª colocada festeja resultado da pesquisa

Monica Bernardes, RECIFE, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2008 | 00h00

No Recife - onde há quatro candidatos competitivos e um grau de indefinição relativamente baixo - os números da pesquisa Ibope foram recebidos com cautela. O líder da pesquisa, o ex-governador Mendonça Filho (DEM), afirmou por meio da assessoria que "não comentará nenhuma pesquisa durante a campanha". Em Belo Horizonte, a candidata do PC do B, Jô Moraes, que aparece em primeiro lugar, com 17% das preferências, festejou o resultado, apesar de salientar que o quadro ainda está indefinido.De acordo com o levantamento, Mendonça Filho tem 30% das preferências, seguido pelo deputado e ex-aliado Carlos Cadoca (PSC), com 22%, e pelo deputado estadual João da Costa (PT), com 20%, em empate técnico. A quarta posição é ocupada pelo deputado Raul Henry (PMDB), com 7%, e, em quinto lugar, estão Edílson Silva (PSOL) e Kátia Telles (PSTU), cada um com 1%.Nos bastidores, os aliados de Mendonça comemoraram. Sem o apoio do ex-governador e atual senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), de quem foi vice-governador por mais de seis anos, a candidatura de Mendonça sofreu com vários rumores sobre uma possível desistência. Jarbas deixou o ex-aliado para dedicar-se à candidatura de seu principal herdeiro político, Raul Henry. Para Mendonça, restou o apoio dos principais caciques do antigo PFL. Também ex-colaborador do governo de Jarbas, Cadoca não escondeu o entusiasmo. Fundador do PMDB pernambucano, Cadoca rompeu com o partido - e aliados de décadas - para bancar o projeto solo, depois de ter sido preterido pela legenda. Em Belo Horizonte, de acordo com a pesquisa Ibope, Leonardo Quintão (PMDB) está em segundo lugar, com 14%. Márcio Lacerda (PSB), fruto de uma aliança polêmica entre petistas e tucanos em Belo Horizonte, vem em terceiro com 8%. Lacerda minimizou o resultado. Segundo ele, o panorama será modificado após a população tomar conhecimento do apoio que detém do prefeito Fernando Pimentel (PT) e do governador Aécio Neves (PSDB).

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