No Recife, líder aposta no prestígio dos padrinhos

Apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo governador Eduardo Campos (PSB) e pelo prefeito João Paulo (PT), todos com ampla aprovação popular, o candidato a prefeito do Recife João da Costa mostrará nas primeiras edições do programa eleitoral gratuito quem é e por que foi o escolhido entre os 16 partidos de sua coligação. Apesar de liderar a corrida, com 30% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela Rede Globo, ele ainda é pouco conhecido de boa parte da população.Costa tem o maior tempo na TV, de 9 minutos e 18 segundos, e vai usá-lo para associar sua imagem à dos padrinhos. Também vai pregar "a continuidade da grande mudança" - referência à gestão do petista João Paulo.Segundo colocado na disputa - ele caiu da primeira posição e agora tem 27% -, o ex-governador Mendonça Filho (DEM) será o âncora do seu programa, de 3 minutos e 57 segundos. Sem coligação com nenhum outro partido, ele usará o tempo para vender a imagem de que é o mais preparado e tem as propostas mais consistentes. Um dos destaques será o Poupança Educação, ampliação do Bolsa-Família, que promete premiar as famílias dos alunos com bom desempenho e boa freqüência na escola.Carlos Eduardo Cadoca (PSC) tem apoio do PV e PPS e aparece como terceiro colocado, com 20% da preferência popular. Terá 4 minutos e 51 segundos e vai usá-los para recapitular a sua vida política e de gestor, além de mostrar o que pretende adotar na cidade, caso seja eleito. Uma das promessas que chamam a atenção é a de instalar mil câmeras de vigilância na cidade, 24 horas, em locais de maior risco e criminalidade. O fato de integrar a base aliada federal não será um mote importante da campanha na TV e no rádio, segundo o coordenador da sua campanha, José Roberto Berni.

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