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No Recife, candidato do PSDB diz que sua candidatura não tem 'cacique'

Daniel Coelho faz referências aos adversários, que têm apoio de nomes conhecidos da política e sinaliza possibilidade de apoio de parte do PT

Sergio Torres,

06 de outubro de 2012 | 16h13

RECIFE - Surpresa na reta final da disputa pela Prefeitura do Recife, o deputado estadual Daniel Coelho, de 33 anos, afirma que sua candidatura não tem "cacique", referência clara aos apoios de primeira hora do governador Eduardo Campos ao candidato do PSB, Geraldo Júlio, e do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff ao petista Humberto Costa.

Nas entrelinhas, o tucano acena com a possibilidade de um apoio, mesmo que velado, de uma parte do PT, justamente aquela em que atuam os grandes líderes petistas nacionais e pernambucanos.

Na campanha, Coelho e militantes vestiram-se sempre de verde, como forma de marcar seu projeto de defesa ambiental e lembrar a origem política no PV, pelo qual elegeu-se vereador duas vezes e deputado, uma. Foi com a camisa verde que ele falou ao Estado na calçada em frente ao Colégio Atual, no bairro da Boa Viagem, na manhã de quinta-feira.

O sr. teve até agora uma campanha sem as estrelas do PSDB, fora o governador Aécio Neves (MG), que veio uma vez ao Recife. Gostaria de ter no segundo turno o apoio de mais expoentes do partido?

Daniel Coelho: A gente pode ter a presença em algum momento de lideranças do partido nacional. Agora, é uma deturpação política querer fazer da campanha municipal um debate nacional. Eventualmente, uma presença de lideranças é bem-vinda, mas essa não é a pauta da eleição.

A tendência é o PT se aliar aos PSB, o que o deixaria mais isolado.

Daniel Coelho: É, mas isso não quer dizer que o eleitor se alinhe à política do coronelismo, do controle, do cacique. Essa é a política do passado. Toda a nossa campanha tem sido em cima da contestação desse tipo de prática. Ninguém pode querer ser o dono do voto de ninguém. No segundo turno vamos ter mais condições de igualdade, um debate mais equilibrado.

O sr. planeja conversar com a cúpula do PT em busca de apoio?

Daniel Coelho: Conversar faz parte da política, então é coisa que a gente vai procurar fazer. Eu sei que uma aliança formal entre PT e PSDB é coisa muito pouco provável, mas a gente vai querer dialogar, buscar informações. Nunca tive problema em reconhecer acerto de adversários. Se eles tiveram uma ideia positiva podemos aproveitar.

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