No Recife, briga acirrada e caciques

Candidatos do DEM, PSC e PT têm 30%, 22% e 20%, segundo Ibope

O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2008 | 00h00

Com quatro candidatos competitivos e um grau de indefinição relativamente baixo, Recife terá uma das eleições mais disputadas em 2008, assegura Márcia Cavallari, diretora do Ibope. Os números revelados pela pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo mostraram que o ex-governador Mendonça Neto (DEM) aparece na liderança, com 30% das preferências. Ele é seguido por Carlos Cadoca (PSC), com 22% e João da Costa (PT), com 20%, em empate técnico. Mais atrás, com 7%, apareceu o deputado Raul Henry (PMDB).Três deles têm padrinhos influentes no Recife. Mendonça Neto é herdeiro da máquina do antigo PFL, hoje DEM; Costa é o candidato do prefeito João Paulo, de quem foi secretário; e Henry é apoiado pelo senador Jarbas Vasconcelos, que foi prefeito do Recife e governador de Pernambuco por duas vezes.Se Costa leva aparente vantagem no quesito apadrinhamento, Mendonça se destacou por ter a menor rejeição, de apenas 17%. Seus rivais, no entanto, não ficaram longe: Cadoca não receberia o voto de 19% dos eleitores recifenses, Costa é rejeitado por 20% e Henry é rechaçado por 27% dos eleitores.AVALIAÇÃOO principal padrinho de Costa, o prefeito João Paulo, tem boa avaliação no Recife. 58% dos eleitores da capital pernambucana acham que ele tem uma administração ótima (20%) ou boa (38%); 30% consideram sua gestão regular; e apenas 11% dizem que ela é ruim (4%) ou péssima (7%).O padrinho mais discreto, que prometeu apoiá-lo, o governador Eduardo Campos (PSB), também tem boa avaliação no Recife: 52% dos eleitores consideram que ele faz uma administração ótima (13%) ou boa (39%); 33% opinam que a gestão é regular; e somente 13% afirmam que ela é ruim (4%) ou péssima (9%).O terceiro padrinho de Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem a melhor de todas as avaliações: 68% dizem que a gestão federal é ótima (29%) ou boa (39%); 21% pensam que ela é regular; e apenas 11% a classificam de ruim (3%) ou péssima (8%).

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