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No rádio, Serra critica bilhete único mensal e Haddad tenta atrair indecisos

Programas também citaram atuação dos candidatos no debate realizado na quarta-feira pelo SBT

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

25 de outubro de 2012 | 13h37

SÃO PAULO - No penúltimo dia de propaganda eleitoral, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, usou seu programa de rádio para tentar conquistar o voto dos eleitores indecisos que, de acordo com a última pesquisa Datafolha de intenção de votos, somam 6% do eleitorado. Já o candidato do PSDB, José Serra, criticou a proposta do bilhete único mensal, feita por Haddad, dizendo que inclui apenas ônibus e que, se fosse incluir metrô e trem, quase dobraria o valor, estipulado em R$ 140 pela campanha petista. O programa foi ao ar entre 12h e 12h20.

 

A campanha de Haddad focou sua propaganda nos eleitores que ainda não definiram os seus votos. "E você, ouvinte indeciso, sabe o porquê que a aprovação ao Haddad cresce tanto nas ruas e nas pesquisas?", questionou o narrador. "Haddad vai acabar com a taxa de inspeção veicular. Inspeção veicular sim, mas sem taxa. Haddad vai aproximar o emprego da moradia distribuindo melhor o desenvolvimento. Vai diminuir impostos para as empresas se instalarem na periferia e vai criar parques tecnológicos e centros culturais nas regiões mais pobres", garantiu, dizendo ainda que o candidato petista pretende criar 150 km de corredores de ônibus na cidade e que o bilhete mensal único, que custará R$ 140 por mês, poderá ser usado ilimitadamente.

 

O programa citou ainda o debate realizado entre os dois candidatos na noite de quarta-feira, 24, no SBT. Para os narradores do programa, Haddad foi o "grande vencedor". "É o candidato com mais credibilidade, mais preparo, e muito mais amor para governar nossa cidade. E o Haddad não deixou nenhuma dúvida disso no debate de ontem no SBT e foi o grande vencedor", disse o narrador. O programa ainda citou o crescimento de Haddad nas pesquisas Ibope e Datafolha, em que o petista supera José Serra por 49% contra 36% e 49% a 34%, respectivamente.

 

Críticas. Já o programa tucano criticou a proposta de bilhete único mensal de Haddad. "O bilhete único mensal é mais uma prova de que o Haddad não está preparado para governar São Paulo", disse uma narradora. E o próprio candidato, José Serra, continuou com as críticas. "(O bilhete único significa) comprar um cartão que tem passagens que valem por um mês. Qual o primeiro problema, você tem que pagar adiantado, são R$ 140, segundo eles dizem, mas não tem nem metrô nem CPTM. Se você puser metrô e CPTM, vai para R$ 240, R$ 250 por mês, que você tem que comprar no começo do mês. Quem é que tem dinheiro para adiantar?", questionou o tucano. O governado Geraldo Alckmin (PSDB), continuou: "o grande avanço foi o que nós fizemos, o bilhete único, integrando ônibus com o trem, o metrô", disse o governador.

 

O programa de Serra também afirmou que o candidato tucano foi melhor no debate. "Serra mais uma vez mostrou que é o melhor candidato, e o mais preparado para comandar São Paulo. Defendeu as melhores propostas e falou direto com o eleitor", disse o narrador. Na sequência, o programa apresentou trechos do debate, em que Serra apresentou propostas de saúde, transporte, e sobre o julgamento do mensalão - suposto esquema de compra de votos de parlamentares deflagrado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O mensalão não é suspeita, é condenação", disse Serra.

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