No rádio, Dilma descarta construção de novo aeroporto em São Paulo

Candidata petista defendeu aeroporto de Viracopos, em Campinas, como melhor alternativa

estadão.com.br

23 de junho de 2010 | 13h13

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, descartou nesta quarta-feira, 23, a construção de um novo aeroporto na região metropolitana de São Paulo, em entrevista para a Rádio Bandeirantes de Campinas, interior do Estado. Ela disse que é importante para o Brasil que o aeroporto de Viracopos, em Campinas, seja o terceiro aeroporto de São Paulo.

 

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"Até três meses atrás, quando ainda estava no governo, não havia proposta de Caieiras", afirmou a ex-ministra-chefe da Casa Civil. Segundo ela, do ponto de vista logístico, são melhores opções os aeroportos de Viracopos, em Campinas, e de São José dos Campos.

 

O Estado informou na semana passada que existe um projeto para a criação do terceiro aeroporto de São Paulo em Caieiras, concebido pela construtora Camargo Corrêa, que possui entre as subsidiárias uma empresa chamada Aporte, que opera aeroportos no Chile, Colômbia, Honduras e Curaçau, em associação com a também construtora Andrade Gutierrez.

 

Para ser colocado em prática, o projeto depende de decisão do governo federal permitindo que o futuro aeroporto seja construído e operado pela iniciativa privada, seguindo o modelo de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Na terça-feira, 22, o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou que pretende enviar ao Ministério da Defesa uma solicitação para a concessão de um terceiro aeroporto na região metropolitana.

 

Alta velocidade

 

A ex-ministra afirmou que é viável a construção de um Trem de Alta Velocidade (TAV) que tenha como roteiro Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Para Dilma, o projeto será "extremamente relevante para o País e não só por causa da Copa do Mundo". A petista afirmou o BNDES se dispôs a financiar 32 milhões de reais para a iniciativa. "Não existe essa história de que o TAV é inviável."

 

A candidata afirmou ainda que o ex-governador de São Paulo, José Serra, candidato do PSDB à Presidência, não era favorável ao projeto.

 

Dilma também descartou a hipótese de um apagão energético por causa dos altos índices de crescimento do País. "Se o Brasil crescer 7% não vai faltar energia. Existe planejamento de cinco anos e não há hipótese de apagão", garantiu.

 

Segurança

 

A candidata disse que o governo Lula obteve bons resultados na área de segurança pública e disse que, segundo ela, "o Rio de Janeiro é um exemplo pequeno, mas significativo, de que estamos ganhando do crime organizado".

 

"No Rio, o crime se concentra nas favelas. Nós não achamos que o Exército é a força adequada para combater o crime, por isso criamos a Força Nacional de Segurança Pública. No Complexo do Alemão, por exemplo, entramos com a presença física que é permanente lá, mas não basta fazer isso, tem que investir nesses espaços abandonados. É importante combinar repressão com ações positivas", observou.

 

Na terça-feira, o candidato do PSDB, José Serra, acusou o governo federal de não ter um plano de combate às drogas. Para o tucano, o Brasil carece de uma ação coordenada, e não de iniciativas "de ocasião".

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