No rádio, Dilma defende fim da pobreza extrema invisível

A identificação e erradicação dos últimos pontos de forte miséria no Brasil foi o tema abordado, nesta segunda-feira, pela presidente Dilma Rousseff no programa semanal de rádio Café com a Presidenta. "Vencemos a pobreza extrema visível e agora vamos atrás da pobreza extrema invisível, aquela que teima em fugir aos nossos olhos e aos nossos programas sociais", disse. Ela lembrou de estimativas que apontam cerca de 700 mil famílias em situação de extrema pobreza e que ainda estão fora do Cadastro Único do governo. "A maioria dessas famílias nem sabe que tem direito aos nossos programas sociais. Por isso, nós é que precisamos ir atrás de cada uma delas para incluí-las no Bolsa Família", explicou.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 11h49

A presidente assegurou que desde 2011 o governo conseguiu localizar 800 mil famílias que passaram a receber o Bolsa Família e, assim, deixaram a miséria. "Vamos continuar nesse esforço, buscando as 700 mil famílias que ainda faltam", disse. Ela alertou para o fato de que, nesse processo, é importante a parceria das prefeituras e dos Estados. O foco está voltado para áreas como as periferias das grandes cidades, as comunidades ribeirinhas e extrativistas da Amazônia, o semiárido do Nordeste e no Nordeste em geral, além das áreas rurais.

No programa de rádio desta segunda-feira, Dilma destacou o saldo das ações de combate à miséria implantados desde a sua posse, em 2011. "Veja que 22 milhões de brasileiros e brasileiras saíram da miséria desde o início do meu governo, quando lançamos o Plano Brasil sem Miséria", disse. "A partir de março, mais 2,5 milhões de pessoas vão deixar a extrema pobreza", destacou Dilma".

A presidente ressaltou que essa nova parcela de 2,5 milhões de pessoas que será atendida a partir de março representa os últimos brasileiros dos 36 milhões que recebem o Bolsa Família a deixarem a pobreza extrema. A renda mínima mensal para cada uma dessas pessoas passará a ser de R$ 70,00. "Esse é um fato histórico que superou prazos, superou metas. Isso significa que viramos uma página, uma página decisiva de uma longa história de exclusão social e agora nós damos mais um passo para construir um Brasil sem miséria", declarou.

Dilma explicou que o governo vai complementar a renda mensal de cada pessoa das famílias em situação de miséria. Ou seja, quem não tem renda, receberá R$ 70,00. Se houver alguma renda, por algum trabalho, mas menor que esse valor de referência, será repassada a diferença até que seja atingido os R$ 70,00 por mês. "Vamos pagar a mais o que falta para que a renda mensal de cada pessoa da família cadastrada no Bolsa Família seja de pelo menos R$ 70,00", disse.

A presidente lembrou que, desde o ano passado, com o programa Brasil Carinhoso, o governo está garantindo a cada pessoa das famílias com filhos de zero a 15 anos de idade uma renda de R$ 70,00 por mês. "O enorme sucesso do Brasil Carinhoso nos mostrou o caminho, que era possível e que nós podíamos avançar ainda mais e garantir, a todas as famílias brasileiras que recebem o Bolsa Família, uma renda de pelo menos R$ 70,00 por pessoa, tirando-as da chamada pobreza extrema", explicou.

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