No PR, filhos de sem-terra discutem direito das crianças

Cerca de mil crianças e adolescentes com idade até 14 anos, filhos de acampados e assentados do Paraná, conhecidos como sem-terrinha, iniciaram hoje o 8º Encontro Estadual dos Sem-Terrinha, no assentamento Ireno Alves dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu, a cerca de 380 quilômetros de Curitiba, na região central do Paraná. Até sábado eles devem discutir os direitos da criança e do adolescente. No mesmo local, também será realizado o 18º Encontro Estadual dos 25 anos do Movimento dos Sem Terra (MST).

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

14 de outubro de 2009 | 15h35

"Os sem-terrinha vão discutir o que é ser criança. Elas sofrem com a falta de transporte escolar, com a falta de escola, elas vivenciam a violência do latifúndio, sentem fome e elas discutem essa situação", disse o coordenador do setor de Educação do MST no Paraná, Alessandro Mariano.

Os encontros estaduais dos sem-terrinha são realizados a cada dois anos. O MST acredita que existam cerca de 50 mil crianças e adolescentes nos assentamentos e acampamentos do Estado.

Estudantes de Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR) devem coordenar oficinas de artes. Segundo Mariano, professores dos assentamentos acompanham as crianças para que elas não sofram interrupção no processo de aprendizagem regular. Ao final do encontro, as crianças e jovens devem preparar uma carta com suas opiniões e sonhos.

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