No PI, CGU acusa falhas da Gautama no Luz para Todos

Em meio à troca de comando no Ministério de Minas e Energia, prometido ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou várias irregularidades na contratação da Construtora Gautama por parte da Companhia Energética do Piauí (Cepisa) para execução de obras do programa Luz para Todos, do Ministério. A revelação consta em uma auditoria realizada entre maio e outubro de 2007, divulgado hoje pela controladoria. De acordo com a CGU, as irregularidades ocorreram durante a gestão de Silas Rondeau, que, como Lobão, é afilhado político do senador José Sarney (PMDB-AP). Segundo a CGU, foram encontradas irregularidades na licitação e na execução dos contratos firmados em 2006. Para os técnicos da controladoria, o superfaturamento de preços nas obras contratadas poderia ocasionar prejuízo de R$ 7,3 milhões aos cofres públicos.Os auditores encontraram evidências de que houve direcionamento da licitação para beneficiar a Gautama, tais como a omissão, no edital, da exigência de comprovação de regularidade com o fisco estadual. A CGU baseou parte de suas conclusões nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF), na Operação Navalha, que desbaratou o esquema de corrupção. A Operação Navalha forçou a derrubada do ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.

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