No pedido de licença remunerada, Agaciel acusa Zoghbi

Ato secreto serviu para nomear Lia em cargo que estava vago no gabinete do senador Demóstenes Torres

AE, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 19h10

O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia anexou à sua carta de pedido de afastamento remunerado do Senado, pelo período de 90 dias, uma nota na qual o analista legislativo da Casa, Valdeque Vaz de Souza, e a filha dele, Lia Raquel Vaz de Souza, negam a participação do ex-diretor-geral na contratação da filha por ato secreto. Os dois transferem essa responsabilidade ao ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que ato secreto do Senado serviu para nomear Lia em cargo que estava vago no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), à revelia do senador, que descobriu o fato pelo jornal. Lia Raquel ficou por 14 dias recebendo pelo gabinete de Demóstenes. A concessão do cargo, diz a nota, "foi feita pelo então diretor de recursos humanos".

Na nota eles afirmam ter sido "sem qualquer solicitação ou interferência" de Agaciel Maia. "Se realmente o então diretor-geral Agaciel Maia assinou qualquer ato de remanejamento de Lia Raquel, esse fato causa estranheza", diz a nota, que afirma ainda que a iniciativa foi de Zoghbi, diretor da secretaria à qual Lia estava prestando serviços.

Tudo o que sabemos sobre:
SenadoSarneyAgacielZoghbi

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.